Vazamento de dados pode custar R$ 3,7 milhões para uma empresa

11/06/2018 14:20
vazamento

A exposição e o vazamento de dados de clientes e empresas vêm se tornando comum no Brasil. Nos últimos meses, companhias de diferentes atividades e tamanhos tiveram dados expostos, como Uber, Netshoes, Buscapé, Porto Seguro e Banco Inter.

Agora, uma pesquisa da Kaspersky indica qual o valor médio que um ciberataque pode custar à empresa: US$ 1 milhão, cerca de R$ 3,7 milhões. O Fragoso Advogados atua em casos de crimes cibernéticos.

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Casos de movimentações financeiras atípicas crescem em 2018

De acordo com a Kaspersky, foram entrevistados mais de 6 mil funcionários de empresas pelo mundo, pequenas ou grandes. “Independentemente do porte, os custos de violação de dados aumentaram significativamente nos últimos dois anos”, informa a companhia de segurança.

“Para as corporações, o custo médio de um incidente de março de 2017 a fevereiro de 2018 atingiu US$ 1,23 milhão. Isso é 24% maior do que as perdas de 2016 a 2017 e 38% maior do que os valores de 2015 a 2016. Quanto às pequenas e médias empresas, elas perdem uma média de US$ 120 mil por ciberincidente – US$ 32 mil a mais do que um ano atrás.”

Quando o assunto envolve ciberincidentes diversos, as empresas costumam ter um gasto emergencial em softwares e infraestrutura. Entre as grandes companhias, o investimento ficava em “apenas” US$ 193 mil no passado.

Os danos à reputação que prejudicam as classificações de crédito e impactam nos valores dos prêmios de seguro estão em segundo lugar, atingem em média a casa dos US$ 180 mil, segundo a Kaspersky. Enormes quantias de dinheiro também são gastas no treinamento tardio sobre cibersegurança, sendo US$ 137 mil, em média.

O problema afeta as pequenas e médias empresas, que sofrem com os ataques de hackers, pagando em média US$ 15 mil por incidente.

“As pequenas empresas também precisam investir em melhorias na infraestrutura de emergência, além de sofrerem perdas de reputação. Elas gastam muito menos em treinamento (devido ao tamanho menor), mas têm que investir recursos em especialistas externos forenses ou para recuperação”, diz a Kaspersky.

Fonte: TecMundo

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