Interpol identifica e prende foragido brasileiro em jogo da Copa na Rússia

27/06/2018 09:23
foragido

Acusado de uma série de roubos a agências dos Correios no Espírito Santo, o brasileiro Rodrigo Denardi Vicentinni, de 31 anos, foi preso por agentes da Interpol em São Petersburgo durante a partida entre Brasil e Costa Rica, na sexta-feira (22). A operação envolveu a Interpol, a Polícia Federal do Brasil e a organização da Copa do Mundo disputada na Rússia.

A ação policial, que só começou com a bola rolando na vitória do Brasil por 2 a 0 na Zenith Arena, durou menos de 90 minutos. De acordo com a Polícia de São Petersburgo, Vicentinni ficará preso por dois meses em uma penitenciária fora da cidade, onde aguardará a extradição.

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A informação que um brasileiro procurado pela Justiça talvez estivesse no estádio em São Petersburgo na hora do jogo chegou ao escritório local da Interpol às 15h30, quando a seleção de Tite ainda empatava com a Costa Rica. A convicção de que o foragido talvez estivesse na partida pareceu óbvia aos investigadores, pois dificilmente algum brasileiro teria programa mais importante na cidade àquele momento.

As forças de segurança russas, através da FAN ID, documento obrigatório para todo torcedor no Mundial, controlam e checam todos os que entram no país e nos estádios. Assim, foi descoberta a presença de Vicentinni na Arena.

O foragido havia voado do Brasil a Londres e viajado de carro até a Rússia, com passaporte italiano. Sua presença foi notada porque, no passaporte falso, e consequentemente na FAN ID, ele apenas inverteu nome e sobrenome. Estava identificado como Denardi Rodrigo.

Com as informações, a Interpol sabia o lugar de Vicentinni no estádio, no setor B-107, e passou a usar as câmeras de segurança para tentar identificá-lo. Como só fotos antigas do foragido estavam disponíveis, houve a cooperação com agentes de segurança brasileiros, no estádio e nos escritórios no Brasil.

Uma nova foto foi enviada. Meia hora depois, as autoridades russas já tinham a imagem atual do brasileiro. Para evitar riscos, a Interpol esperou ele se afastar da multidão, que sofria torcendo por Neymar e companhia, e o prendeu dentro do estádio, ao final do jogo.

Vicentinni se disse inocente e que está sendo bem tratado pela polícia russa. A quadrilha da qual é acusado integrar rendia servidores e clientes dos Correios em Vila Velha (ES). Estima-se que R$ 230 mil tenham sido roubados.

Em agosto de 2017, uma operação da PF em conjunto com a Delegacia de Combate a Crimes Contra o Patrimônio e Tráfico de Armas (Delepat), do Espírito Santo, prendera dois suspeitos. Vários acusados estavam foragidos, um deles, Vicentinni.

O acusado responde pelos crimes de roubo qualificado e associação criminosa armada, cujas penas somadas chegam a 13 anos de reclusão para cada uma das ações.

Fonte: O Globo

*Foto: Divulgação/Polícia Russa

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